sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Reconhecimentos a troco de "lentilhas"


A troco de algumas lentilhas, ministradas generosamente pelos EUA e seus comparsas federastas da UE, mais dois países, o Montenegro e a Macedónia (país que oficialmente ainda se chama Antiga República Jugoslava da Macedónia, ou FYROM) reconheceram ontem a "independência" do Kosovo (um dia depois, recorde-se, da Assembleia-Geral das Nações Unidas ter aprovado que se consulte o TIJ sobre a legalidade daquele processo), elevando, assim, para cinquenta o número de países que reconheceram tal aberração.
O departamento de Estado norte-americano exultou afirmando que aquela decisão ajudará à mudança da região tendente a uma maior integração nas instituições euro-atlânticas (leia-se a batuta americana...). Esta submissão, estou certo, favorecerá a candidatura à Europa dos federastas e a admissão na OTAN, pois claro. As lentilhas hoje possuem nomes mais pomposos e modernaços...
Estes reconhecimentos são particularmente graves dada a responsabilidade dos Estados daquela península na estabilidade da mesma.
O protesto da Sérvia não se fez esperar e o embaixador montenegrino (região ortodoxa onde vivem inúmeros sérvios) foi expulso ao afirmar-se que já não era bem vindo em Belgrado, igualmente foi convidado a abandonar a Sérvia, nas próximas 48 horas, o embaixador da FYROM.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Importante vitória da Sérvia

A decisão de hoje da Assembleia Geral da ONU que aprovou a proposta da Sérvia de consultar o Tribunal Internacional de Justiça de Haia sobre "Se a declaração unilateral de independência declarada pelas instituições provisórias de auto-governo do Kosovo é conforme ao direito internacional", mostra, se necessário fosse, quão canina, precipitada e desajustada foi a resolução de ontem do governo de Portugal e constitui um eventual primeiro passo no sentido da reposição da legalidade internacional (se o TIJ revelar a necessária isenção...).
Recordemos que para a República Sérvia, a independência unilateral viola a Carta das Nações Unidas e a resolução 1.244 que, em 10 de Junho de 1999, colocou aquela província sérvia, actualmente com maioria étnica albanesa, sob a administração das Nações Unidas. O governo sérvio advoga que não se pode alterar o estatuto daquele território sem a aprovação do Conselho de Segurança da ONU (no qual, recorde-se, o poder de veto da Rússia bloqueará todas as propostas favoráveis à independência).
A resolução hoje discutida recebeu o apoio de 77 (de realçar o dos cinco membros da União Europeia: Chipre, Eslováquia, Espanha, Grécia e Roménia) dos 192 membros do órgão, apenas seis votos contra (Estados Unidos - que classificaram o assunto de desnecessário e sem utilidade uma vez que a "independência é irreversível" -, Albânia e as "ornamentais" Ilhas Marshall, Mauritânia, Micronésia, Nauru e Palau) e 74 abstenções (entre as quais a de Portugal).

O ministro das Relações Exteriores da Sérvia, Vuk Jeremic, disse que solicitar a opinião do tribunal internacional é a melhor via para resolver a crise. O ministro sérvio advertiu que, como é evidente e a história recente o demonstrou, permitir a independência unilateral do Kosovo estabelece precedentes para outras partes do mundo com intenções separatistas.

Declarações do Embaixador da Sérvia

O embaixador da Sérvia em Portugal, Dusko Lopandic, lamentou hoje a decisão do Governo português de reconhecer a independência do Kosovo, proclamada unilateralmente a 17 de Fevereiro.

Portugal é o 48º país do mundo a reconhecer esta independência e o 22º da União Europeia (UE).

"Lamentamos a decisão do Governo português" declarou o diplomata no final da tarde de hoje, depois de receber a confirmação oficial através de canais diplomáticos.

"Continuamos a pensar que a independência unilateral proclamada pelo Kosovo é ilegal e vai contra a legislação internacional", frisou.

Dusko Lopandic adiantou que "os países que reconheceram esta independência cometem um grave erro legal e político". "As independências não podem decorrer de actos unilaterais, isto não representa nada e a Sérvia está empenhada em continuar à procura de uma solução pacífica", afirmou.

O diplomata recordou que a Sérvia intercedeu junto da Assembleia-Geral das Nações Unidas para pedir ao tribunal Internacional de Justiça um parecer acerca da legalidade da independência do Kosovo que será discutido amanhã. "Ora, Portugal, teria podido esperar pela posição da ONU", concluiu.

Fonte: "Público" (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1345252)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Comunicado

A Associação Portugal-Sérvia lamenta profundamente a decisão do governo português ao reconhecer, esta terça-feira, formalmente o Kosovo, tornando-se, ainda assim apenas, o 48.º país do mundo a reconhecer a "independência" daquela província Sérvia, que declarou unilateralmente, e contra o direito internacional, a sua "independência" há quase oito meses.
Trata-se de uma posição de mera subserviência a uma política de facto consumado, ditado exclusivamente pela força e interesses, pouco claros, de desejo de vingança contra a martirizada Sérvia. Tal "reconhecimento", que envergonha o país e os portugueses, desrespeitador do direito a que os Estados se devem subordinar, abre a porta a todo o tipo de graves situações análogas no futuro e trai a confiança que em nós depositava um Estado europeu com o qual vimos mantendo as melhores e mais frutuosas relações.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Kosovo é Sérvia


domingo, 8 de junho de 2008

Conferência: “A União Europeia, a Sérvia e a Questão do Kosovo”

A primeira iniciativa da Associação Portugal-Sérvia foi um sucesso. Este projecto que, longe de interesses partidários ou financeiros, se baseia sobretudo no interesse de promover a informação sobre esta nação europeia por tantos convenientemente diabolizada, denunciando, entre outras, a questão da declaração unilateral de independência do Kosovo.

Tal não seria possível sem o esforço dos fundadores da Associação, da Embaixada da Sérvia, e de tantas outras pessoas, das mais variadas procedências, que contribuíram para esta causa, mesmo que apenas com a sua presença ou manifestação do seu apoio.

Com um conjunto de oradores de primeira linha — Ksenija Milivojevic, conselheira governamental vinda de propósito para o evento, Dusko Lopandic, Embaixador da República da Sérvia no nosso país, Pedro Caldeira Rodrigues, jornalista e especialista em assuntos da região, e Humberto Nuno de Oliveira, professor universitário —, um auditório quase cheio e um debate elevado, esta conferência foi um óptimo primeiro passo desta Associação, aberta a todos os amigos dos Sérvios, independentemente da sua cor política.

O painel de oradores